Máquinas transformam umidade do ar em água potável

•Julho 27, 2009 • Deixe um comentário

A disponibilidade de água potável sempre foi um problema em muitos lugares e fatores como mudanças climáticas, poluição dos recursos naturais e má utilização da água têm agravado essa situação. Em busca de soluções, algumas empresas já comercializam máquinas capazes de transformar a umidade do ar em água pronta para o consumo. Essas máquinas captam o ar, filtram todas as impurezas, como poeira, esporos e bactérias, e a enviam a uma bobina resfriadora, onde a água é decantada. Segundo alguns fabricantes, o nível de pureza pode chegar a 99,99%.

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Esse controle é justificado pelo elevado índice de substâncias tóxicas presentes do ar. Elementos como metais pesados, pesticidas, gases nocivos e microorganismos circulam livremente na atmosfera. Além da segurança de ter sempre água disponível (já que, por mais seca que esteja a umidade relativa do ar, sempre vai existir H2O presente na atmosfera), equipamentos desse tipo evitam o consumo de garrafas e galões de água, reduzindo a quantidade de plástico produzido, comercializado e descartado todos os dias. O problema, como sempre, está no preço. Uma máquina dessas pode custar até US$2 mil, ou quase R$ 4 mil. Ainda assim, é uma boa ideia, especialmente para os desertos ou ambientes abalados por catástrofes naturais.

Fonte: EcoDesenvolvimento

Energia elétrica sem fio

•Julho 25, 2009 • Deixe um comentário

Imagine o dia em que não precisarmos mais plugar aparelhos elétricos à tomada para que eles funcionem, pois o equipamento será capaz de captar a energia que precisa, através do ar. Apesar de isso parecer tema de filme de ficção científica, a tecnologia existe, está em fase de experimentação e promete revolucionar a forma como pensamos em fontes de alimentação para equipamentos eletrônicos (e até os outros tipos de eletrodomésticos, como geladeiras, fornos de microondas, etc.). Ou seja, será possível ligar aparelhos em locais onde ficaria muito difícil ou mesmo impossível utilizar cabos de energia.

De onde veio isso?

A história da transmissão sem fio de energia elétrica é mais velha do que você pode imaginar. Já no Século 19, os estudos sobre a energia elétrica avançavam rapidamente e suas aplicações eram difundidas e ampliadas a diversos tipos de equipamento. Em 1894, ou seja, mais de cem anos atrás, nosso grande amigo Nikola Tesla conseguiu acender uma lâmpada sem o uso de qualquer cabo de energia, através de um processo chamado “indução eletrodinâmica”.

Em 1988, um grupo de estudos liderado por John Boys construiu o primeiro protótipo de fonte de alimentação que dispensava contato físico com os equipamentos alimentados. A tecnologia foi patenteada então pela empresa da universidade onde foi criada. Em 2008, a Intel conseguiu reproduzir os modelos de Tesla e do grupo de John Boys, acendendo uma lâmpada sem a utilização de fios, com luminosidade satisfatória.

Como funciona?

O processo físico de transmissão de energia elétrica sem a utilização de cabos é exatamente o mesmo realizado nas telecomunicações, com a única diferença de que o foco dos cientistas está na eficiência com que a energia é entregue. A eficiência pode ser entendida como a capacidade que o equipamento tem de converter a energia recebida, seja do tipo que for, em energia elétrica. Quanto mais energia for gerada na conversão, maior a eficiência.

Qualquer aparelho que possua uma antena — como rádios, antenas parabólicas, telefones celulares e outras engenhocas — recebe uma quantidade de energia, interpreta-a e transforma em dados que você visualiza na tela do monitor, televisão, etc. A transmissão de energia elétrica será muito semelhante, então imagine que daqui a pouco tempo, seu celular não precisará de bateria enquanto estiver ao alcance de uma antena. Outras maravilhas serão possíveis com a tecnologia, e estamos babando para que elas aconteçam.

Você poderia perguntar algo como “se essa tecnologia vingar, eu não vou tomar choques constantes quando eu sair de casa?” A resposta é não, porque, o “formato” com que a energia circulará pelo ar não é o mesmo que circula pelos cabos elétricos. Quando falamos sobre eficiência há pouco, nos referíamos justamente à capacidade que os equipamentos terão de converter esse “formato” de energia para um que seja capaz de alimentar o aparelho.

Quando estará disponível?

Na verdade, a energia elétrica sem fio já é utilizada, mas em escalas menores. Você já deve ter visto transformadores pendurados em postes. Esses equipamentos possuem componentes internos que não se tocam, mas transmitem energia um ao outro através de um fenômeno chamado indução. Além disso, quase todo equipamento elétrico possui esse tipo de componente interno. Assim, para podermos usufruir de energia elétrica transmitida pelo ar, o processo físico que já acontece na sua geladeira, no transformador da rua ou no seu computador, será adaptado e sua escala aumentada.

Possibilidades infinitas

Inicialmente, qualquer tecnologia é extremamente limitada e, portanto, a energia elétrica sem fio terá capacidade de fazer pouca coisa no começo. Entretanto, um grande benefício de se transmitir energia elétrica pelo ar é que seria uma ótima maneira de eliminar a poluição visual causada pela quantidade imensa de cabos que povoam tanto paisagens externas quanto internas. Poderíamos andar por ruas sem vermos aquele emaranhado de fios passando sobre nossas cabeças, não correríamos mais o perigo de tropeçar em um cabo solto no chão, assim como nunca mais teríamos problemas com eletricistas, nem precisaríamos olhar a planta baixa de nossas casas na hora de martelar um prego na parede.

Imagine que, além de acessar a internet sem usar fios, você poderá ligar seu MP3 player sem qualquer tipo de bateria, captando energia do ar e alimentando o aparelho com ela. Ou ainda, a própria energia recebida pelo ar poderia ser utilizada para carregar a pilha do aparelho, para que seja utilizada nos momentos em que uma antena não estiver disponível.

Carros elétricos já são uma possibilidade real e viável, mas o mercado não deixa que eles sejam difundidos devido à grande quantidade de petróleo disponível nas reservas. Porém, quando eles começarem a ser produzidos em escala industrial, e se a energia elétrica sem fio já estiver disponível, imagine que você poderá dirigir um carro totalmente silencioso, econômico e não poluente, deixando outras fontes de energia como secundárias, para quando você estiver longe de uma antena.

O que já pode ser feito?

Já estão disponíveis vários produtos que utilizam energia sem fio para carregar a bateria de eletrônicos. Um deles é o carregador do Palm Pre Touchstone. O usuário só precisa colocar o dispositivo em cima do carregador, ímãs posicionarão corretamente o aparelho e, em seguida, o Palm será carregado sem qualquer fio conectado a ele.

A Philips já possui vários produtos que aproveitam a tecnologia de energia elétrica sem fio para carregar a bateria dos aparelhos. Barbeadores, escovas de dente elétricas, e até massageadores íntimos já estão disponíveis com a nova tecnologia.

Os proprietários de consoles do Nintento Wii foram agraciados no ano passado com o lançamento de um carregador, fabricado pela Sanyo, que dispensa o contado com a bateria para carregá-la. Basta posicionar o Wii-mote sobre o carregador para que ele seja automaticamente recarregado.

Nada como uma pantufa para esquentar seus pés no inverno. Mas e se uma pessoa muito friorenta precisa de algo que aqueça de forma mais eficiente? Simples, basta que ela compre as pantufas aquecidas Fu Da Tong Techonology, uma empresa de Taiwan, dedicada ao desenvolvimento de energia wireless. As pantufas mantêm-se aquecidas e quando a bateria terminar, basta descalçá-las e deixá-las em cima do tapete carregador.

Estes são somente alguns exemplos do que a energia sem fio pode fazer. Muita coisa ainda está sendo estudada e muitos produtos ainda serão lançados. Ainda não temos uma linha de produtos para brasileiros, mas não demorará muito para que os consumidores verde-e-amarelos possam adquirir dispositivos que não necessitam de fios para terem suas baterias carregadas.

Limites do corpo humano

•Março 13, 2009 • Deixe um comentário
  • Quanto frio você pode agüentar?

A temperatura corporal normal varia muito entre os indivíduos, mas, geralmente, fica em torno de 37ºC. Com 36ºC, os tempos de reação continuam normais. Com 35ºC tarefas simples, como escrever o seu próprio nome e até caminhar, tornam-se muito difíceis. Com 33ºC você pode ficar completamente irracional, desperdiçando energia e despindo-se completamente. Com 32ºC, a maior parte das pessoas entram em colapso, e ficam inconscientes quando a temperatura principal cai a aproximadamente 30ºC. Neste ponto o corpo deixa de tentar manter a temperatura principal. A respiração diminui a somente uma ou duas respirações um minuto. Com 28ºC, inicia-se arritmia cardíaca (batidas irregulares do coração). Com 20ºC, o seu coração terá deixado de bater completamente. Em 2001, um bebê foi reanimado após ficar exposto a uma temperatura de -20ºC. Seu coração havia parado e sua temperatura corporal era de aproximadamente 16ºC.

  • Quanto sangue você pode perder – e viver?

Um adulto saudável tem entre 3,8 e 5,6 litros de sangue. Você pode perder até 15% do seu volume total, sem nenhum efeito imediato. Acima disso, o pulso torna-se mais rápido e você pode sentir tonturas, irritação ou frio. Com cerca de 40% de perda, a pressão arterial é muito baixa para encher o coração e câmaras do coração, causando taquicardia ventricular (aumento do ritmo, que pode ser fatal). A boa aptidão cardiovascular melhora as suas possibilidades da sobrevivência. Permanecer imóvel e calmo também atrasarão o choque, reduzindo os níveis de adrenalina. 

  • Quanto de água você aguenta beber em uma hora?

Dez litros: é o máximo de água você pode beber em uma hora sem diluir os seus níveis de eletrólito, resultando em morte.

  • Quantas picadas de abelha você pode suportar?

2243: foi o maior número de picadas de abelhas que alguém sobreviver para contar.

600: é a quantidade necessária para dar uma chance de 50% de vida.

  • Qual é o maior choque elétrico que você pode suportar?

É muito difícil dizer com precisão qual é a tensão que pode matar uma pessoa porque os efeitos do choque dependem muito mais da corrente e a corrente não depende apenas da tensão, mas também da resistência apresentada pela pessoa no momento do choque. Essa resistência pode variar entre centenas de milhares de ohms nos pontos em que a pele é mais grossa e seca, até algumas centenas de ohms nos locais em que a pele seja fina ou esteja ferida e molhada. Importante na análise das condições em que uma pessoa pode levar choques é o fato da corrente poder circular somente se houver um percurso para isso, o que quer dizer que uma pessoa só pode levar um choque se a corrente puder circular entre dois pontos de seu corpo. Na eletrocução clássica, o coração é colocado fora do seu ritmo de batida, processo chamado de fibrilação ventricular. O limiar da sensação de seres humanos é um milliamp (1mA), enquanto uma corrente de 200mA é fatal – capaz de parar um coração humano de aproximadamente 300g.

  • Com quantas bolas você pode fazer malabarismo?

Apenas poucas pessoas conseguiram fazer marabalismo com 11 ou 12 bolas e ninguém jamais fez com 13. O problema é que, quanto mais bolas estão no ar de uma só vez, mais rapidamente suas mãos precisam deslocar-se para mantê-las no ar. Um estudo com 1997 acelerómetros presos às mãos de alguns dos melhores malabaristas no mundo mostrou que – com técnica perfeita – é possível jogar 16 bolas de uma só vez ao ar. Mas para que isto aconteça, cada bola teria de ser lançada exatamente na mesma altura e na mesma posição.

  • Até que velocidade você pode ser atropelado e sobreviver?

A cerca de 48 km/h, a possibilidade de sobreviver a um choque de carro cai para 27%. A uma velocidade acima de 61 km/h, você tem menos de 1% de chance de sobrevivência.

Suspensão regenerativa transforma amortecedor em gerador de energia

•Março 7, 2009 • Deixe um comentário

Uma equipe de estudantes do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveu um amortecedor regenerativo, capaz de capturar a energia cinética gerada quando o carro passa por buracos ou saliências, transformando-a em eletricidade. O sistema é semelhante ao sistema regenerativos dos freios, que captura a energia cinética durante as frenagens, podendo ser usado para carregar baterias que liberam posteriormente a energia nos momentos de arrancada e aceleração, diminuindo o consumo de combustível.

Suspensão regenerativa

O projeto começou “porque nós queríamos descobrir onde se desperdiça energia em um veículo,” explica o professor Zack Anderson, um dos coordenadores da pesquisa. Os veículos híbridos já possuem sistemas regenerativos de freios, de forma que os engenheiros tiveram que procurar em outros lugares.

A suspensão foi o candidato inicial e a escolha se comprovou correta. Os pesquisadores alugaram diversos tipos de carros e colocaram sensores em sua suspensão para determinar a energia potencial que poderia ser recuperada. Eles descobriram que, quanto mais pesado o veículo, maior é a energia desperdiçada na suspensão.

Amortecedor inteligente

O protótipo do amortecedor regenerativo usa um sistema hidráulico que força um fluido através de uma turbina conectada a um gerador. O equipamento é controlado por um sistema eletrônico ativo que, além de otimizar o amortecimento, oferecendo um desempenho melhor do que os amortecedores convencionais, gera eletricidade para recarregar as baterias ou operar outros dispositivos elétricos no veículo.

Os testes mostraram que um caminhão equipado com seis amortecedores regenerativos pode gerar 1 kW de potência em média em uma estrada asfaltada em boas condições – isto é suficiente para eliminar totalmente a necessidade do alternador.

Os pesquisadores já patentearam o invento e abriram uma empresa para comercializá-lo.

Compósito metal-plástico

•Março 2, 2009 • Deixe um comentário

Os plásticos são leves e baratos, mas não conseguem conduzir correntes elétricas. Os metais lidam muito bem com a eletricidade, mas são pesados e caros.Combinar esses dois materiais tem sido um desafio para os engenheiros que precisam integrar circuitos elétricos e eletrônicos nos carros, aviões, equipamentos industriais e até mesmo nos equipamentos eletrônicos tradicionais. Na prática isso tem sido feito por meio de processos demorados e caros que recortam e dobram as finas folhas metálicas e as integram nas peças plásticas.

Compósito metal-plástico

Os engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, criaram uma solução mais simples e mais barata de se fabricar: um material compósito. O metal e o plástico não são simplesmente grudados ou encaixados um no outro, mas misturados em um processo especial para formar um material único. O processo cria um material constituído por uma fina malha eletricamente condutora, leve, com excelente estabilidade química e com a mesma condutibilidade elétrica e termal dos metais que entram em sua composição.

Faróis de automóveis

Com a malha elétrica inserida no plástico, os engenheiros afirmam que brevemente a fabricação das peças plásticas e das placas de circuito impresso poderão ser feitas em um único passo, reduzindo o custo e o peso dos equipamentos.
A primeira utilização do novo material deverá ser nos faróis de automóveis. Hoje, os faróis são feitos de um invólucro plástico no qual são inseridos os contatos metálicos para que a lâmpada possa receber a energia necessária para funcionar.
Com invólucros fabricados com o novo compósito, os circuitos de conexão poderão utilizar as malhas condutoras do próprio compósito, implificando o processo de fabricação, tornando os faróis mais simples e mais leves, além de darem um novo grau de liberdade para os projetistas, que poderão criar faróis que se encaixam de forma mais harmônica no restante da carroceria.